Joan Mir: “Estamos trabalhando duro” para corrigir principal fraqueza da Honda na MotoGP

Joan Mir: “Estamos trabalhando duro” para corrigir principal fraqueza da Honda na MotoGP

O piloto da Honda, Joan Mir, destacou qual é, na sua visão, o principal ponto que precisa ser corrigido pela fabricante japonesa para que a equipe volte a brigar de igual para igual na MotoGP.

O campeão de 2020 teve um fim de semana agridoce no Circuito das Américas: conquistou sua melhor posição de largada desde 2023, mas acabou caindo tanto na Sprint quanto na corrida principal, deixando a etapa sem pontuar.

Apesar do revés, Mir apontou que a falta de velocidade nas retas tem sido um obstáculo recorrente para a Honda nas disputas pelas primeiras posições.

“Se melhorarmos — e não é pouco, precisamos melhorar muito — o motor, ficaremos muito próximos dos três primeiros,” disse Mir ao Crash.net.
“Não é o único problema, mas com certeza é o maior, especialmente durante a corrida.”
“A aderência você consegue contornar um pouco, pode forçar mais no começo. Mas com o motor, toda volta que você entra na reta, se tiver alguém atrás, ele vai te ultrapassar!”

HRC está ciente do problema, diz Mir

O espanhol revelou que o novo diretor técnico da Honda, Romano Albesiano, está ciente do problema e garantiu que a fábrica está focada em resolvê-lo:

“Ele me disse: ‘Você é rápido. Sabemos qual é o problema e estamos trabalhando duro nisso. Só precisa tentar manter a calma.’”

“Não sinto que tenho as ferramentas para lutar”

Mir também comentou as dificuldades durante a Sprint, onde foi necessário recuperar cerca de meio segundo por volta apenas para evitar ser ultrapassado por Pedro Acosta.

“Podemos ver o lado positivo e dizer que nosso ritmo foi bom, fiz o mesmo tempo de volta que o Pecco [Bagnaia], mas eu não sinto que tenho as ferramentas para brigar.”
“Estamos entre os últimos em termos de velocidade máxima.”

“A queda foi erro meu, mas preciso arriscar mais que os outros. Tenho que usar mais o freio dianteiro para compensar a velocidade que perdemos nas retas.”

Apesar das limitações, Mir elogiou o equilíbrio da moto:

“O equilíbrio da moto está muito bom, estou gostando de pilotar. Mas, por outro lado, é frustrante.”

“É frustrante porque, com o Pedro, eu precisava ser meio segundo mais rápido que o piloto atrás só para não ser ultrapassado. Assim fica difícil.”

Problemas recorrentes no freio dianteiro

Mir também alertou que, ao forçar mais nas frenagens para compensar o déficit de motor, acaba aumentando a pressão nos pneus dianteiros — o que compromete a aderência. Segundo ele, esse tipo de problema já ocorreu antes.

“Algo parecido aconteceu na Argentina. A pressão do pneu dianteiro aumenta porque sou forçado a arriscar mais.”
“Se não melhorarmos, vamos continuar enfrentando esse cenário no futuro.”

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