Fox compra 33% da Penske Entertainment e amplia acordo com a IndyCar: o que isso significa para o automobilismo nos EUA

Fox compra 33% da Penske Entertainment e amplia acordo com a IndyCar: o que isso significa para o automobilismo nos EUA

Fox compra 33% da Penske Entertainment e estende acordo com a IndyCar

A Fox Corporation comprou uma participação acionária de 33% na Penske Entertainment, empresa controladora da IndyCar e do Indianapolis Motor Speedway, em um acordo avaliado entre US$ 125 e 135 milhões.
O acordo também inclui uma parceria de transmissão estendida entre a Fox e a IndyCar, aprofundando ainda mais o comprometimento da rede com as corridas de monopostos dos EUA.

O acordo, revelado pela primeira vez pelo The Wall Street Journal, ressalta a busca da IndyCar por crescimento em meio à intensa competição da Fórmula 1 e da NASCAR. Embora a Fox não tenha divulgado a duração exata da extensão dos direitos de transmissão, confirmou que o acordo existente — originalmente válido até 2027 — foi prorrogado por mais algumas temporadas. Roger Penske, que adquiriu a IndyCar e a IMS em 2019 por um valor estimado de US$ 300 a US$ 350 milhões, confirmou ao WSJ que a Fox iniciou a proposta de compra do negócio. Penske acolheu o investimento, que visa estimular a inovação, expandir a estratégia de conteúdo digital e aprimorar o marketing e a promoção do esporte.

A IndyCar está atualmente com uma média de 1,486 milhões de espectadores por corrida O CEO da Fox Sports, Eric Shanks, natural de Indiana e fã de longa data da Indy 500, comentou: “A série representa tudo o que valorizamos nos esportes ao vivo: fãs apaixonados, locais icônicos, competição de elite e potencial para contar histórias durante todo o ano.”

Shanks acrescentou que a Fox agora colaborará com a IndyCar além da televisão, com planos de melhorar as experiências dos eventos, a participação e o alcance dos patrocínios.

A IndyCar está atualmente com uma média de 1,486 milhão de espectadores por corrida nas primeiras 14 etapas de 2025 — um aumento de 31% em relação à temporada passada. Esse aumento se deve, em parte, à cobertura da temporada completa na Fox, diferentemente dos anos anteriores, quando as corridas eram transmitidas pelas plataformas de TV a cabo e streaming da NBC. As 500 Milhas de Indianápolis deste ano atraíram 7,05 milhões de espectadores, o maior número desde 2008.

A intensa campanha de marketing da Fox na pré-temporada, incluindo anúncios de alto nível no Super Bowl LIX, posicionou a IndyCar como um foco importante. Fontes do setor afirmam que a promoção reflete a crença da Fox de que a IndyCar poderia imitar o sucesso midiático da Fórmula 1 — particularmente o boom de “Drive to Survive”, impulsionado pela Netflix.

Zak Brown pede foco no crescimento Embora a nova parceria marque um voto de confiança, vozes do setor alertam que é necessário um investimento mais proativo.

O CEO da McLaren Racing, Zak Brown, disse ao Indianapolis Star na semana passada: “Falamos demais sobre contenção de custos e pouco sobre crescimento. Você nunca vai conseguir o sucesso por meio de cortes.” Brown defende uma mudança de estratégia que priorize a expansão em vez da austeridade.

Apesar do bom momento, a IndyCar continua muito atrás da NASCAR e da Fórmula 1 em receita de direitos de transmissão. A IndyCar gera cerca de US$ 30 milhões anualmente, em comparação com US$ 1,1 bilhão da NASCAR, e a Apple supostamente está disposta a pagar até US$ 150 milhões pelos direitos da F1 nos EUA a partir de 2026.

O acordo Fox-Penske é uma jogada ousada que pode reposicionar a IndyCar na hierarquia do automobilismo — se alavancada com intenção, recursos e uma narrativa convincente.

CATEGORIES
TAGS
Share This