
“Felipe Massa detona ultrapassagens artificiais e lacunas terríveis na Fórmula 1 enquanto ferve o debate sobre novos motores”
A insatisfação de Max Verstappen com as regras de 2026 ganhou um reforço de peso: Felipe Massa. Após as etapas da Austrália e da China, a F1 vive uma clara divisão. Existe um abismo entre o grupo dos decepcionados com o espetáculo e aqueles que tentam vender a ideia de que o “show” foi um sucesso.
Na defesa da atual fase estão a FOM e figuras que evitam críticas para não perderem o acesso ao paddock, além de porta-vozes oficiais como Montoya e a equipe da F1 TV. Já no ataque, ex-pilotos como Massa e a grande massa de torcedores não hesitam em chamar o cenário atual de farsa.
Verstappen, hoje com quatro títulos mundiais, tem buscado válvulas de escape em corridas de GT3 em Nürburgring para reencontrar o prazer de competir, algo que ele sente ter se perdido nos fins de semana de F1. Massa concorda e aponta falhas graves na estrutura técnica e na qualidade do que é entregue na pista.
A F1 está em uma encruzilhada e precisa urgentemente acertar o rumo das suas regras.

Falando ao Diario Sport, Felipe Massa — agora um observador isento — disparou: “A F1 precisa acertar a mão nas regras. O que estamos vendo não é legal e não é o que o público quer”.
Para ele, a promessa de 2026 de melhorar o espetáculo resultou em lutas artificiais: “Vemos muitas ultrapassagens, sim, mas elas são falsas, artificiais. O DNA da F1 é o piloto no limite o tempo todo; hoje, o piloto parece mais um engenheiro atrás do volante”, completou.
Massa vê a essência da categoria se perdendo no gerenciamento de sistemas complexos: “Isso é ruim e exige uma revisão urgente. No ano passado, a diferença entre o primeiro e o último carro era de cerca de 1,5s; agora, vemos abismos de até cinco segundos. É terrível”.
Estaremos diante de uma nova era de domínio da Mercedes?

Além das corridas em si, Massa destacou o jogo político que deve ditar o futuro da F1: “É nítido que as equipes que estão na frente vão lutar com unhas e dentes para manter tudo como está, enquanto quem está atrás vai implorar por mudanças nas regras”.
Massa defende que a FIA e a FOM precisam priorizar o que é melhor para o esporte, e não para os interesses individuais, sob o risco de voltarmos ao marasmo de um domínio absoluto. “Sem mudanças no regulamento, veremos a Mercedes sobrar como nos primeiros anos da era híbrida. A Ferrari até está perto e é legal ver essa briga, mas não dá para saber se a Mercedes já abriu todo o jogo”, alertou.
Ele foi além e sugeriu que os alemães podem estar escondendo o jogo: “Talvez eles tenham um trunfo na manga. Um ‘botão mágico’ escondido? Sim, é bem possível”.
O coro de insatisfação dentro do paddock está ficando alto demais para ser ignorado. Verstappen ganhou aliados de peso, e a pressão sobre quem escreve as regras só aumenta enquanto a temporada de 2026 avança.

