
“Oliver Bearman admite que o ressurgimento de Lewis Hamilton na Ferrari é ‘especial’, mas ‘não o ideal’ para ele”
Oliver Bearman admite que o ressurgimento de Lewis Hamilton na Ferrari pode adiar sua própria promoção da Haas para a Scuderia.
Bearman subiu os degraus da academia de pilotos da Ferrari e estreou na Fórmula 1 pela equipe no Grande Prêmio da Arábia Saudita de 2024, quando substituiu Carlos Sainz, que desfalcou a corrida para passar por uma cirurgia de apendicite.
Após correr mais duas vezes em 2024 pela Haas — substituindo o suspenso Kevin Magnussen no Grande Prêmio do Azerbaijão e depois no Brasil, quando o dinamarquês adoeceu —, Bearman fez sua estreia em temporada integral em 2025 com a Haas, onde a Ferrari o colocou para aprimorar suas habilidades, e ele segue correndo pela equipe americana.
Com a chegada de Hamilton à Ferrari em 2025 e suas intensas dificuldades iniciais, surgiram muitas especulações de que o heptacampeão mundial de Fórmula 1 poderia ser substituído por Bearman, que teve um excelente ano de estreia na Haas, pontuando em nove ocasiões e conquistando seu melhor resultado no Grande Prêmio do México, com um quarto lugar.
Contudo, com a volta por cima de Hamilton em 2026 e sua vitória em Barcelona, Bearman admitiu: “As coisas mudaram muito nos últimos seis meses.”
“Como fã de F1 e fã do Lewis também, é muito legal vê-lo performando no nível em que está, e vê-lo no topo do pódio em Barcelona foi um momento bastante especial para a F1 britânica em geral.”
Bearman: Eu ainda sou jovem

“Eram três britânicos no pódio, com o melhor piloto britânico — o melhor piloto que já vimos — no primeiro lugar. Isso é algo realmente especial. Claro que, em termos de meu futuro, isso não é o ideal, mas eu ainda sou jovem.
Tenho apenas 21 anos. Não estou com uma pressa enorme e, para mim, continuar na Haas no futuro próximo não é algo ruim. Sinto que ainda há muito a aprender nesta equipe. Ainda há muito a conquistar”, sustentou ele.
No entanto, Bearman se vê em uma situação difícil na Haas em 2026, pois, apesar de seu domínio constante sobre o companheiro de equipe Esteban Ocon, o time americano não tem sido competitivo.
Ele acrescentou: “Quero muito voltar àqueles momentos de auge que provamos no México e em outros GPs. Sinto que esta equipe está em uma boa trajetória e fico muito feliz em fazer parte dessa jornada.
É um momento difícil agora, um desafio enorme e que molda o caráter, eu diria. Mas não quero que fiquemos definidos como a equipe que teve um primeiro ano muito bom comigo, mas depois lutou demais para alcançar esse desempenho de novo.
Então, espero que possamos extrair um pouco mais de rendimento e voltar a somar bons pontos”, concluiu Bearman. (Fonte: Podcast Beyond the Grid)

