Marc Márquez mostra que “ainda é humano” após queda enquanto liderava no COTA

Marc Márquez mostra que “ainda é humano” após queda enquanto liderava no COTA

Marc Márquez afirmou que não é “um desastre” após sofrer uma queda enquanto liderava com folga o GP das Américas no último domingo, no circuito de COTA, nos Estados Unidos.

O espanhol estava à frente de Francesco Bagnaia por mais de dois segundos quando perdeu a dianteira da moto ao passar por cima da zebra na Curva 5 e foi ao chão, encerrando prematuramente sua prova.

A queda interrompeu sua sequência perfeita em um dos circuitos onde historicamente é dominante e ainda permitiu que seu irmão, Alex Márquez, o ultrapassasse na classificação geral do campeonato.

Apesar do erro, Márquez minimizou os efeitos do incidente e descartou qualquer impacto psicológico para a próxima etapa, que será disputada no Catar.

“Claro que foi um grande erro, a corrida já estava praticamente garantida,” disse ele à TNT Sports após a prova.
“Eu estava controlando a vantagem, mas forcei um pouco demais na Curva 5 e perdi a frente da moto na zebra.”
“Foi um desastre? Sim. Mas somos humanos, cometemos erros. Ontem eu não era o Superman e hoje também não sou um desastre.”
“Estamos cometendo erros, mas o lado positivo é que, mesmo com esse erro, seguimos empatados em pontos e estamos vivos no campeonato.”

Caos antes da largada: Márquez forçou a mudança

Antes mesmo do início da corrida, um episódio confuso tomou conta do grid. Márquez deixou sua posição instantes antes da volta de apresentação, seguido por Bagnaia e mais oito pilotos. Isso forçou a direção de prova a adiar a largada em dez minutos.

Márquez explicou que a estratégia da Ducati com pneus para pista molhada não era a ideal, e por isso decidiu agir por conta própria — ciente de que os demais pilotos provavelmente o seguiriam.

“A estratégia estava clara. Perguntei ao Rigamonti (meu engenheiro-chefe) se a moto para pista seca estava pronta. Ele disse que sim, então pensei: ‘ok, talvez eu saia do grid’”, contou.
“Sabia que, se eu saísse, a maioria seguiria meu movimento, o que obrigaria a adiar a largada.”
“Soube pelos caras da Michelin que três ou quatro pilotos já estavam com slicks. Quando vi que nossa estratégia para pista molhada não era boa, resolvi forçar essa mudança.”

Próxima parada: Catar

A próxima etapa do Mundial será em Lusail, no Catar, uma pista que não está entre as favoritas de Márquez, que venceu lá apenas uma vez na categoria principal.

Mesmo assim, o piloto da Ducati acredita que pode retomar o bom ritmo e se adaptar melhor ao traçado, como já demonstrou nas provas anteriores.

“Vamos ver o que acontece no Catar. Vamos tentar começar bem, como nas corridas anteriores,” afirmou.
“Ano passado foi minha primeira corrida com a Ducati e não foi ruim, então vamos tentar entender como pilotar bem ali e manter o nível.”
“O mais importante é que entendi meu erro hoje. Forcei demais na zebra e perdi a frente. Foi um erro simples, mas que serve de aprendizado.”

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