
Fabio Quartararo critica “falta de equilíbrio” da Yamaha na MotoGP
Fabio Quartararo apontou a falta de equilíbrio da moto da Yamaha como um dos principais problemas enfrentados neste início de temporada da MotoGP, especialmente em comparação com as Ducatis, que seguem dominando a categoria.
Após uma pré-temporada promissora, houve otimismo em torno da Yamaha, com muitos acreditando que a equipe japonesa poderia ser a principal rival da Ducati. No entanto, os resultados nos GPs da Tailândia e Argentina ficaram aquém das expectativas: nem Quartararo nem Alex Rins conseguiram terminar entre os dez primeiros, apesar de boas classificações.
No GP das Américas, a Yamaha deu sinais de recuperação. Quartararo terminou em sexto na Sprint, e Rins foi quinto na corrida principal, garantindo o posto de “melhor do resto” atrás das motos de Bolonha.
“Conseguia ver onde perdíamos desempenho”
Durante as disputas com Fabio Di Giannantonio e Franco Morbidelli, Quartararo percebeu claramente onde sua Yamaha estava em desvantagem:
“Na frenagem em linha reta, estamos bem,” disse o francês ao Crash.net.
“Mas quando é preciso frear com inclinação, como na Curva 15, eles conseguem parar a moto com as duas rodas. Nós paramos apenas com a dianteira.”
“Tentei acompanhá-los, estava forçando muito o freio dianteiro, cometi alguns erros, mas também consegui boas recuperações. Precisamos melhorar a traseira — não só na tração, mas também em como parar a moto.”
“O problema é equilíbrio, não freio”
Apesar das dificuldades na frenagem, Quartararo afirmou que o freio não é o verdadeiro problema, e sim a falta de equilíbrio da moto:
“O freio não é o problema. O que falta é equilíbrio na moto.”
“O sentimento com a frente é até um dos nossos pontos fortes, talvez até melhor que o da Ducati. Consigo sentir exatamente o que tenho na frente.”
“Uso muito mais o freio dianteiro que eles, mas eles conseguem frear com as duas rodas, até mesmo deslizando.”
“A gente só freia com a frente e, com inclinação, usando muito o freio dianteiro, fica complicado.”
“Sinto o limite e levanto a moto antes da frente fechar de vez. Mas o problema é que tenho uma frente muito boa e uma traseira muito ruim. A traseira não ajuda a parar.”
“Também é difícil na aceleração, nas curvas médias e até na troca de direção. A moto escorrega demais.”
“Estamos tentando encontrar mais equilíbrio na traseira e, principalmente, mais aderência.”
Rins vê evolução, mas ainda luta com a frente
Por outro lado, Alex Rins afirmou que, ao contrário de Quartararo, ele sentiu mais dificuldade na dianteira da moto em Austin:
“Vi os dados do Fabio e ele freia bem mais tarde que eu. Mas copiar o acerto dele é difícil, porque nossos estilos de pilotagem são bem diferentes.”
“Mudei bastante o acerto para a corrida principal e, passo a passo, fui melhorando. Consegui terminar em P11.”
“Estamos evoluindo e espero encontrar um bom ritmo no Catar.”

