
Marco Bezzecchi e Jorge Martin dominam enquanto Aprilia garante MotoGP 1-2 no Brasil
Marco Bezzecchi dominou o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP e garantiu vitórias consecutivas no início da temporada de 2026.
O piloto de Rimini cruzou a linha de chegada com uma vantagem dominante de 3,2 segundos sobre o companheiro de equipe Jorge Martin, com a Aprilia dominando a prova do início ao fim.
Fabio Di Giannantonio completou o pódio, garantindo um pódio duplo após largar da melhor posição possível.
Cinco minutos antes do início da corrida, foi anunciado que o número de voltas seria reduzido de 31 para 23 devido à degradação da pista. Nenhuma explicação adicional foi dada, já que os pilotos não podiam alterar seus pneus em cima da hora.
Bezzecchi, da Aprilia, largou na frente e conquistou o holeshot na curva 1, seguido pelo pole position Di Giannantonio e por Márquez.
O piloto da VR46 Ducati, Di Giannantonio, cometeu um erro na curva 1 na segunda volta, o que o promoveu à segunda posição. Mais tarde, nessa mesma curva, o piloto da Pramac Yamaha, Jack Miller, caiu e abandonou a prova.
Com o pneu traseiro macio em sua KTM, Acosta subiu para o quarto lugar após três voltas, depois de largar da terceira fila do grid.
Meio segundo separou Di Giannantonio e Acosta, com o espanhol em meio a uma batalha com o piloto da Aprilia, Jorge Martin, e o vice-campeão de 2025, Alex Marquez.
Martin abriu caminho até o quarto lugar, com a Aprilia mais uma vez demonstrando ser uma força dominante no Grande Prêmio, ainda mais reforçada por Bezzecchi, que aumentou sua vantagem sobre Márquez para 1,3 segundos.
O italiano continuou a abrir vantagem na frente, chegando a ter uma liderança de 1,8s no final da 6ª volta.
Na sétima volta, uma ultrapassagem tardia de Di Giannantonio, da VR46, na curva 3, surpreendeu Márquez, mas ambos os pilotos saíram da linha ideal, permitindo que Martin assumisse a segunda posição.
A equipe oficial da Aprilia ocupou a primeira e a segunda posição por várias voltas e pareceu confortável, demonstrando um ritmo semelhante ao apresentado na abertura da temporada.
Mas na volta 11, Francesco Bagnaia abandonou a prova após um acidente em alta velocidade na curva 1, antes de Joan Mir, da Honda, sair da pista na curva 4.
Apesar da pouca ação na frente, Martin acelerou e se distanciou de Di Giannantonio, abrindo uma vantagem de 1,5s sobre o ciclista romano.
Na 18ª volta, Márquez ultrapassou Di Giannantonio na curva 6, mas o piloto da VR46 não estava disposto a desistir sem lutar e retaliou na volta seguinte após um raro erro de Márquez.
A disputa pelo terceiro lugar permitiu que Martin abrisse uma vantagem de 2,1 segundos sobre o segundo colocado, o que significou que ele conseguiu se manter na posição apesar da queda brusca de desempenho dos pneus nas voltas finais.
A vitória de Bezzecchi fez dele o quinto piloto a vencer quatro corridas consecutivas, juntando-se a Valentino Rossi, Marc Márquez, Jorge Lorenzo e Francesco Bagnaia.
Martin garantiu seu primeiro pódio em um Grande Prêmio pela equipe oficial de Noale, e ele e a Aprilia terminaram o fim de semana no Brasil com dois pódios.
Di Giannantonio buscou vingança após a vitória heroica de Márquez na prova Sprint, derrotando-o para garantir o último lugar no pódio.
O piloto da Trackhouse Racing, Ai Ogura, continuou a impressionar ao garantir o quinto lugar para a equipe americana após ultrapassagens tardias sobre Alex Marquez e Acosta.
Fermin Aldeguer terminou em oitavo lugar em seu retorno após lesão, apenas dois meses depois de fraturar o fêmur na pré-temporada.
Johann Zarco e a LCR Honda garantiram o nono lugar, enquanto Raul Fernandez completou as dez primeiras posições.
Luca Marini terminou em 11º lugar com a Honda oficial, seguido pelos heróis locais Franco Morbidelli e Diogo Moreira.
Alex Rins terminou como o melhor piloto da Yamaha, garantindo dois pontos na classificação, seguido por Enea Bastianini e pelos também pilotos da Yamaha, Fabio Quartararo e Toprak Razgatlioglu.
Maverick Viñales terminou como o último piloto classificado, seis segundos atrás do estreante da Yamaha, que estava à sua frente.

